terça-feira, 13 de outubro de 2009

#11 Reflexões de Ano Novo

Que tipo de pessoa seria eu se não fizesse um post sobre meu próprio aniversário?
Pois é, hoje acordei mais velha.
Dezenove aninhos, quem diria? Ano Novo pra mim.
Novos sonhos, novas expectativas, novas idéias, novos sentimentos, novos jeitos de pensar e agir.
Claro, é o que eu espero. Talvez eu não mude e continue a mesma jovem adulta agindo como se tivesse dez, doze anos. Talvez eu continue assim imprudente, pisando em nuvens, distante da realidade.
Talvez eu continue com os olhos secos, sem borrar a maquiagem por ninguém, por mais que eu deseje o contrário vez ou outra.
Talvez eu continue morena. Talvez eu continue desocupada. Talvez eu continue despreocupada. Talvez eu continue escrevendo.
Talvez eu me apaixone, por que não?
Talvez eu seja feliz, talvez eu sofra. Talvez eu pare de machucar todos com os quais eu me relaciono mais profundamente. Talvez eu descubra por que isso acontece.
Talvez eu vá visitar meu irmão amado. Talvez eu descubra algum talento meu.
Talvez eu consiga um emprego.
Talvez eu consiga concluir meu livro, veja só! Talvez eu conclua alguma coisa que eu comecei...
Talvez eu viva muito. Talvez eu não esteja viva pra completar vinte anos.
Tudo o que nos cerca são incertezas, e essa é a melhor parte da vida: não saber o que pode acontecer nos próximos cinco minutos.
A única certeza que se tem é que tudo chega ao fim um dia.
A minha única certeza hoje é que eu não vou esperar pra viver o amanhã quando hoje está um dia lindo.
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Feliz aniversário, Kura!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

#10 Perfeito para ignorar.

Quero um beijo, um abraço,
dos cigarros quero um maço,
quero fugir de mim.

Quero um escape, uma saída,
um fim de tarde na avenida,
quero ouvir teu sim.

Quero um verso, uma carta,
uma frase estruturada
sem começo, meio ou fim.

Quero que digas, bem sincero,
"se tu fores eu te espero",
qu'eu não quero perder-te assim.

domingo, 11 de outubro de 2009

#9 Alguém sugere título?

Caso queira, pode sugerir um assunto para escrever.
Simplesmente fico pensando na clássica frase "tédio com um T bem grande pra você", de uma música da (inesquecível) banda Legião Urbana. E, falando em Lehgião Urbana, lembro que existem muitas, muitas músicas que realmente mexem comigo.
Ultimamente, a única música que me fez refletir, sonhar e chorar foi a "Love in the Afternoon". Não por pensar que "os bons morrem jovens", que "me apaixono todo dia e é sempre pela pessoa errada", mas por pensar que "você foi embora cedo demais".
A nostalgia, o sentimento reprimido, a amargura.
A dor, a culpa, o desejo.
O abraço apertado. A fé.
Sinto que é estranho escrever sobre sentimentos direto do computador 33 de uma lan house.
Penso que é estranho pensar em tudo isso mesmo cercada de amigos.
Penso que, se não fossem eles, ewu seria uma pessoa extremamente amargurada.
Penso, logo valorizo as coisas simples que me cercam.
Penso, e é sempre na pessoa errada.
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Acabou o café.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

#8 A falta que um cinzeiro faz.


Nada precisa necessariamente de um apoio. Um cigarro pode ficar entre os dedos, escorado na quina da mesa ou em uma latinha vazia de cerveja. O cinzeiro é dispensável, o cinzeiro é substituível. Mas é nele que pensamos quando precisamos adoçar o café e não temos mãos livres. "Cadê o cinzeiro?" é o primeiro pensamento ocorrente. Se o temos, puxamos pra perto. Se não temos, lamentamos.
Ultimamente tenho sentido muita falta de um bom cinzeiro. Improviso sempre que necessito (quando não dá pra ficar só segurando entre os dedos ou tem vento demais pra escorar na ponta da mesa), mas sinto falta de um de verdade, fixo. Não os 'cinzeiros descartáveis'. Não interessa se de vidro, cerâmica, aqueles pretinhos e plásticos de botequim ou dos antigos feitos de alumínio. Claro, do jeito que sou desastrada, é melhor que não seja dos facilmente quebráveis. Desses eu já tive vários, e todos terminaram espatifados no chão duro e frio. Me acostumei a já nem os ter. Talvez por medo de quebrá-lo de novo.
Só sei que sinto falta de um cinzeiro, o cigarro está no fim e já está queimando meus dedos. Só não sei onde encontrar... nem se realmente o quero encontrar. Mas se a vida me ceder mais um eu com certeza tomarei mais cuidado do que das outras vezes. Só se dá valor pra algo quando se o perde. Mesmo que seja algo aparentemente tão insignificante como um cinzeiro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

#7 Um pouco de verdades.

Um detalhe: odiar é gratuito.
Aproveitando esse pequeno fato eu faço meus dias mais felizes.
Odiar é bom. Olhar com toda a repulsa possível, com a boca transbordando escárnio e o sangue quente e borbulhante. Parecido com raiva, mas mais consistente, denso. Diria até que possui uma textura mais cremosa. Belo e devastador como a lava borbulhante.
Mas não era para falar de ódio em si que eu comecei a escrever, e sim do que eu odeio.
De um ódio específico.
Moralismo. Independente de ser falso ou não, eu odeio o moralismo. E os moralistas.
E me deparei com eles hoje, logo pela manhã e antes de uma bela e aromatizada caneca de café preto e fumegante.
O motivo?
Cigarro.
A polêmica que gera a clássica e tenebrosa mania de repetir tudo aquilo que todos já disseram, e foram tantos que você sequer lembra quem foi o primeiro.
Eu sei que faz mal. Eu sei que é dinheiro sendo mal empregado. Eu sei que estou poluindo o mundo. Eu sei que vou morrer jovem, possivelmente de câncer. Eu sei que faz mal pra pele. Eu já sei disso e mais um muito. Mas quem disse que eu ligo?
E a esperança é que, quando eles terminem de falar, eu jogue o maço no lixo junto com os fósforos, o abrace e diga "obrigado por abrir meus olhos"?
Então, eu faço isso e ele vai embora feliz por ter ajudado alguém. Chega em casa e bate na esposa, nos filhos, bebe até desmaiar no sofá e, no outro dia, segue sua vida. Uma vida digna, sem tabaco.
Como é fácil criticar a vida alheia quando nossos pecados já são uma rotina...

Humanos me enojam.

domingo, 27 de setembro de 2009

#6 Sing a song.

Hoje tive um dia de reflexões. Não sei se foi o tempo chuvoso ou sabe lá Deus o que me deixou pensativa, o fato foi que pensei. Muito. Em quê? Tudo. Tudo que me cerca, todos os sentimentos que tenho em mim, os que terei, os que tive e suas razões - tanto pra surgirem quando pra sumirem.
De fato estou pensando até agora.
Trilha sonora? Legião Urbana.
No momento ouço a música 'Giz' que, coincidentemente, é um dos hinos da minha vida.

"Eu rabisco o sol que a chuva apagou "


E apagou mesmo, junto com minha sanidade. Melhor assim.
Voltei a compor.
Posso me perder na conta dos meses que fazem que não escrevo uma música nova.

"Faz parte ainda do que me faz forte. Pra ser honesto, só um pouquinho infeliz."

Saudade de me perder.
Saudade de chorar por horas a fio até sentir a dor física tão insuporável que é preciso gritar.
Saudade de pensar nas soluções mais práticas.
Saudade.
Saudade de pesadelos tão reais que se sente que não dá para acordar.
Saudade de sentir falta de ser feliz.

Matei minhas saudades, hoje.
Me sinto outra pessoa.
Me sinto eu novamente.

" Tudo bem, tudo bem, tá tudo bem. "

-> Música nova - STAY

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

#5

Muita coisa se perdeu, com o passar dos tempos.
Perdeu-se o costume de acordar cedo pra ver o nascer do sol. Perdeu-se o cavalheirismo em meio a igualdade de gêneros (justo quando tinha tudo para prosperar!). Perderam-se os bons costumes, os bons modos, a boa família.
Perdeu-se a boa literatura.
E nem bem culpa dos literatos, é. Perdeu-se a literatura porque perderam-se os leitores.
Se a culpa de não existirem bons leitores for não existirem novos bons artistas... aí já não sei. Mas que dá pra atribuir isso à cultura em massa, dá.
Televisão, rádio, internet.
Só eu penso que, atualmente, deveríamos ter mais leitores e escritores do que antigamente? Digo, é tão fácil compartilhar livros, trabalhos e esse tipo de coisa através do mundo virtual...
Ou será que é tão fácil que ninguém mais se presta a isso?
Me pergunto em que esquina ou bueiro se perderam os valores culturais.

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Lamúria

Que me resta dessa agonia,
onde a frívola harmonia
faz dos homens miseráveis?

Que me resta da dor morta,
da balbúrdia atrás da porta,
dos murmurinhos incontáveis?

Que resta a nós, rele imunda,
a plebe que o burgês insulta
como se jamais fosse sofrer?

É a lua em noite triste
que de cima tudo assiste
o que Deus finge não ver.
(G. Gil)

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Alguém sabe se é possível ter alergia ao Free Spicy? =/