quarta-feira, 30 de setembro de 2009

#8 A falta que um cinzeiro faz.

Nada precisa necessariamente de um apoio. Um cigarro pode ficar entre os dedos, escorado na quina da mesa ou em uma latinha vazia de cerveja. O cinzeiro é dispensável, o cinzeiro é substituível. Mas é nele que pensamos quando precisamos adoçar o café e não temos mãos livres. "Cadê o cinzeiro?" é o primeiro pensamento ocorrente. Se o temos, puxamos pra perto. Se não temos, lamentamos.

Ultimamente tenho sentido muita falta de um bom cinzeiro. Improviso sempre que necessito (quando não dá pra ficar só segurando entre os dedos ou tem vento demais pra escorar na ponta da mesa), mas sinto falta de um de verdade, fixo. Não os 'cinzeiros descartáveis'. Não interessa se de vidro, cerâmica, aqueles pretinhos e plásticos de botequim ou dos antigos feitos de alumínio. Claro, do jeito que sou desastrada, é melhor que não seja dos facilmente quebráveis.

Desses eu já tive vários, e todos terminaram espatifados no chão duro e frio. Me acostumei a já nem os ter. Talvez por medo de quebrá-lo de novo.
Só sei que sinto falta de um cinzeiro, o cigarro está no fim e já está queimando meus dedos. Só não sei onde encontrar... nem se realmente o quero encontrar. Mas se a vida me ceder mais um eu com certeza tomarei mais cuidado do que das outras vezes. Só se dá valor pra algo quando se o perde. Mesmo que seja algo aparentemente tão insignificante como um cinzeiro.

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