sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

#15 Instante?


Da Poesia

Se é de meus cânticos que bebes
A frieza da poesia crua,
Crio pra ti os mais doces versos
E visto em negro a folha nua.

Mas se é de meus cântaros que verte
A alma da poesia pura
Não te acanhes e sacia-te!
Renasce a palavra a cada sepultura.

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Aquele gosto amargo do teu corpo ficou na minha boa por mais tempo....

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

#14 Pausa para o café.

A xícara, a maçã, a bagana e o tédio.
Dá-me um beijo na fronte que o resto...
o resto é só resto.






Sempre-viva

Penetra tuas memórias
e deflora.
Depois amarra todas,
Puxa-lhes os cabelos
e degola.

Não olha.
Enterra.
Vai embora.

Volta.

Ali, um bouquet brotou.

Do ramalhete preso ao solo
elege a flor mais bela.
Com ela, orna teu cabelo,
te perfuma,
pega o resto
e joga fora.