sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

#19 Atípico e incompleto.



A pior parte do dia ainda é deitar na cama, esticar o braço e não te sentir ao meu lado.




Ontem à noite, a noite estava fria.
E o mais frio naquela noite era o lado da cama que não era o meu.
Aquela solidão vampírica que surge quando o sol se põe, suga as forças e nos adormece numa ausência completa de sentidos, num sono sem sonhos.
E até dormir perdeu o sentido.
O melhor sonho ainda é aquele que tenho olhando pela janela do ônibus, sentada num banco da praça, tomando um café na rodoviária. O melhor é aquele sonho que não precisa dos olhos fechados, aquele que não é extraordinariamente insano e divertido. É aquele sonho verossímil, belo e simples, totalmente alcançável.
Nesse sonho eu te vejo, eu te abraço, te sinto. Sorrio com o teu sorriso.
É um devaneio que me pega descuidada.
É uma esperança que guardo, com carinho, no botão de uma rosa que espera o dia de desabrochar.
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É pequeno, mas é de coração.








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