segunda-feira, 25 de abril de 2011

#38 Cumprimentos e adeus.

Como uma explosão, um estalo (BOOM!), tu te foste. Não vi quando a porta bateu, só me dei conta quando estava tudo escuro, frio, vazio. Tu te foste e nem "tchau" deu.

E foi indo, indo, que eu aprendi a caminhar no escuro, tatear em paredes e achar meu caminho, por mais trôpego que seja o meu andar. E nesse breu no qual me embrenhei, bem... nele que fiquei. Tudo é questão de costume. Contigo não pôde ser diferente.

E aí tudo parecia certo. Contra o frio, eu tinha um casaco. Na sala escura, fechei os olhos. Preenchi o vazio com algum barulho contínuo. O tecido for remendado depois da porta ter fechado.

Mas a porta reabriu. E ali estavas tu, e a luz que engoliu o cômodo não vinha de outro sol que senão tu. E a música que tocava não vinha por outra brisa que não fosse a tua. O calor era todo teu.

E eu vi de novo. Enxerguei a cor das paredes que eu tateava, mnhas mãos esfoladas e meus pés sujos. Ajeitei minhas roupas, levantei. O cego que volta a ver.

E ouvi. As músicas, os sons, ouvi a batida do teu coração e a do meu (tão alto e acelerado). Ouvi tua voz. O surdo que recupera a audição.

O frio se foi. Presenciei a nevasca dissolvendo-se num céu primaveril. Tão belo! Despi-me do casaco puído.

Corri. Corri como quem há muito já não anda, apenas tropeça. Corri como se isso fosse impedir que tudo se perdesse. Corri pra ti, em tua direção.

Sorriste.

Me abraçaste. Me beijaste a face, e te despediste.

A porta que se tranca novamente.

Rastejei, deitei e dormi.

Não sonhei, mas chorei baixinho.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

#37 Smooth and bitter

Love is like coffee. Hot as hell itself, smooth in taste... and even getting colder and colder.. it never loses its bitterness.