quarta-feira, 8 de julho de 2015

Artística

E tu me olha com um sorriso enviesado e uma cara que não diz nada (e se diz não sei, não te encaro).
Fica imóvel assim pra mim que quero um retrato gravado na pele da minha boca na tua, do gosto do teu lábio úmido à meia-lua que te ilumina só uma metade.
Chega perto que te agarro, uma mão no cabelo e outra sem embargo a te pedir, por favor, te abaixa. Tu é bem alto.
E se teu pescoço é doce como a cor da tua pele que é assim, meio mel
Descubro sozinha, faço do teu eu meu céu
Do teu corpo uma tela, da minha boca pincel.

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